O governo do Estado do Paraná autorizou
a contratação de 134 policiais que
irão reforçar o quadro de funcionários da
Polícia Científica do Paraná, composta
pelo Instituto Criminalística e Instituto
Médico-Legal. Dentre eles, estão 80 peritos
criminais, 26 médicos legistas, 10
químicos legais, 10 toxicologistas e oito
auxiliares de necropsia.
“Nosso estado é o que mais investe
em formação e inteligência policial e o
segundo que mais investe em policiamento.
Fazemos tudo para melhorar a
segurança pública do Paraná. A contratação
dos 134 novos profissionais vem
reforçar o quadro de funcionários da Polícia
Científica”, disse o secretário da
Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.
Todos os 134 policiais que serão contratados
fizeram o concurso da Polícia
Científica, em 2007. Inicialmente seriam
chamadas 40 pessoas, mas por determinação
do governador Requião, outros
94 também serão contratados.
Segundo o diretor-geral da secretaria
da Segurança, coronel Rubens Guimarães,
os novos policiais já passaram
por módulo introdutório do curso de formação,
que teve duração de 24 horas/
aula, sobre estrutura de governo, locais
de crime contra pessoa, locais de crime
contra o patrimônio, acidentes de trânsito,
engenharia legal, clínica médica,
toxicologia e necrotério.
Agora, a autorização da contratação
dos novos policiais segue para as secretarias
da Administração, do Planejamento
e da Fazenda. Depois desse trâmite,
o documento volta para o governador,
para a nomeação. Assim que isso
acontecer, os policiais passarão pelo
restante das aulas do curso de formação
em um intensivo de 470 horas/aula.
“Nesse curso, aprofundaremos o conhecimento
nas disciplinas específicas
de cada profissional da Polícia Científica.
Além de terem aulas teóricas, os alunos
também farão estágios na Criminalística
e IML de Curitiba para que possam
ter noções práticas”, conta o diretor
do Instituto de Criminalística, Carlos
Lima.
A distribuição dos 134 policiais será
feita entre os Institutos de Criminalística
e IMLs do interior e capital. Como
base para essa distribuição, a Secretaria
da Segurança Pública irá utilizar estudos
baseados no índice de criminalidade
e na demanda de cada unidade.
INVESTIMENTO - Desde 2003, ano
em que assumiu o governo, o governador
Roberto Requião colocou como uma
de suas prioridades a transformação da
segurança pública no Paraná. Além de
investir na formação de novos policiais,
Requião iniciou uma série de projetos e
dedicou boa parte do orçamento estadual
para investimentos em segurança.
Além disso, houve uma reestruturação
da polícia em relação ao resgate da
importância que o policial representa
para a sociedade. O Governo do Paraná
investiu em recursos humanos, contratando
mais 6 mil funcionários para a
segurança pública, capacitando os mais
de 21 mil policiais já existentes, fazendo
reposições salariais históricas e instituindo
um seguro de vida no valor de
R$ 100 mil.
O aumento salarial para os policiais
civis e militares do Paraná foi sancionado
pelo governador Requião no segundo
semestre de 2005. Em média, o acréscimo
na folha de pagamento para policiais
civis foi de 51%, de 2003 para 2009,
sem contar com a gratificação técnica
– 20% sobre o salário-base oferecido
para os servidores antigos, que se formaram
em curso superior ao longo da
carreira. Um escrivão e um papiloscopista
de 4ª classe, que recebiam pouco
mais que R$ 1.300,00, hoje recebem
uma média de R$ 2 mil. Já na Polícia
Militar, para os soldados de primeira classe,
por exemplo, o aumento salarial de
2002 (gestão anterior) a 2009 chegou a
204%. Em 2002, o salário inicial para o
soldado de 1º classe era de R$ 706,29
e em 2009 ele saltou para R$ 2.149,27. |