A Companhia de Polícia de Choque,
enviada a Foz do Iguaçu em apoio à
Força Alfa e outras unidades da Polícia
Militar, vistoriou, até segunda-feira (03),
54 locais da região na chamada Operação
Fronteira. Foram abordadas 3.235
pessoas, das quais 27 foram detidas e
um menor apreendido.
Os dados constam dos relatórios da
Companhia de Choque e do Comando do
Policiamento do Interior (CPI), divulgados
na terça-feira (04). As atividades, que foram
realizadas entre 17 de julho e 3 de
agosto, resultaram também na vistoria de
421 veículos, sendo que três deles foram
recuperados e 21 apreendidos.
Ainda de acordo com o relatório, 315
pedras de crack, 49 buchas de cocaína,
seis armas de fogo, além de um pouco de
maconha e 63 caixas de agrotóxicos também
foram apreendidos. “Atuamos em
parceria com a Receita Federal, a Polícia
Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a
Força Alfa, além de outros órgãos de Segurança
Pública da região”, explica o comandante
da Companhia de Polícia de
Choque, major Chehade Elias Geha.
Ele informou que as unidades têm experiência
nos problemas de fronteira, realizam
levantamento dos pontos específicos
e a Companhia de Choque apoia
na execução das ações. “Nosso principal
foco é coibir o tráfico de drogas e o
contrabando de armas e munições”, conta
Chehade.
Durante o período, a polícia também
vistoriou 16 caminhões, sendo um apreendido,
130 motos, e 74 ônibus, 14 deles
encaminhados. “É uma espécie de
varredura na fronteira e as ações vão
continuar intensamente”, garante o chefe
do Estado Maior do CPI, tenente-coronel
Douglas Sabatini Dabul. Para ele,
estes resultados são possíveis “devido
a um grande trabalho de inteligência, levantamento
de dados, estudo das informações
e planejamento”.
De acordo com Dabul, é importante
ressaltar a participação da comunidade,
que contribui com informações por meio
do 181 – Narcodenúncia. “O sistema é
totalmente sigiloso e, portanto, seguro”,
enfatiza. O trabalho na fronteira se de-
Polícia de Choque fecha cerco contra
a criminalidade em Foz do Iguaçu
senvolve a partir de informações novas
e, por isso, não se torna rotineiro, diz.
Além de Foz, Jupira, Medianeira, Céu
Azul, Itaipulândia, Matelândia, Santa Terezinha,
São Miguel do Iguaçu, Porto
Belo, Estrada de Guarapuava, Estrada
de Pato Branco, Missal e todas cidades
vizinhas foram palco de diversas operações.
APOIO - De acordo com o capitão
Puglia, coordenador de operações da
Polícia de Choque, a maioria das ações
está sendo desenvolvida em apoio à Força
Alfa. “Estamos contribuindo para que
ela se ambiente, além de apoiarmos a
Polícia Federal”, contou.
As ações da Companhia são determinadas
pelo comandante-geral para dar
apoio a qualquer situação e batalhão,
como explica o subcomandante da Polícia
de Choque, capitão Luiz Marcelo Maziero.
“Ela tem a missão específica de se
sobrepor às demais polícias, com a força
do Comando e Operações Especiais
(COE), Rondas Ostensivas de Natureza
Especial (Rone) e Canil”, explicou.
CANIL – Dentre todas as operações
da Companhia, duas se destacaram pela
participação dos cães farejadores Lopus
e Beta. Eles foram os agentes principais
para que os policiais apreendessem nove
quilos de droga (oito de maconha e um
de crack) na região Oeste do Paraná.
“Os cães estão presentes em muitas das
grandes apreensões de entorpecentes”,
revela Puglia.
Uma delas aconteceu em um posto
de gasolina, na região de Céu Azul,
quando um ônibus se dirigia para Santa
Catarina, na tarde do último dia 30 de
julho. Nele estava um adolescente com
8 quilos de maconha. Lopus farejou uma
mala e, no fundo falso, encontrou o entorpecente.
Na madrugada do mesmo dia, no posto
da Polícia Rodoviária Federal de Matelândia,
quando os passageiros desceram
de um ônibus, o motorista ateou fogo
no veículo. “O bagageiro não queimou e
a cadela Beta localizou um quilo de crack
dentro de um aparelho de som”, afirmou
o capitão. |