A Polícia Militar cumpriu, na
manhã desta quinta-feira (25), a
reintegração de posse da calçada
da Rua João Dembinski, no bairro
Fazendinha, em Curitiba. A desocupação
foi realizada em cumprimento
à ordem judicial do juiz Douglas
Marcel Peres, da 4.º Vara da
Fazenda Pública, e ocorreu de forma
pacífica.
Cerca de 200 policiais militares,
do Comando de Policiamento de
Capital, participaram da reintegração
da área, ocupada por aproximadamente
80 pessoas. O cumprimento
da decisão judicial teve início
às 6h e se estendeu até às 14h.
“A PM negociou com os ocupantes
e agiu de maneira pacífica todo o
tempo. Conseguimos cumprir mais
uma reintegração de forma tranquila,
sem violência”, afirmou o major
Sérgio Cordeiro de Souza, que comandou
a ação da PM.
Todas as pessoas que ocupavam
a calçada foram cadastradas
e, em seguida, encaminhadas para
casas de parentes ou abrigos cedidos
pela prefeitura de Curitiba,
que também ficou responsável por
providenciar o transporte dos ocupantes
e de seus pertences.
“Nosso trabalho é cumprir a ordem
judicial, proporcionando a se-
Polícia cumpre reintegração de
posse em calçada do Fazendinha
gurança de todos os envolvidos.
Quem solicitou a desocupação foi
a prefeitura de Curitiba e, por isso,
o órgão ficou com a responsabilidade
de encaminhar os ocupantes
para algum local, assim como seus
pertences”, explica o major Souza.
OCUPAÇÃO – Em 23 de outubro
do ano passado, aproximadamente
100 pessoas ocuparam a
calçada da Rua João Dembinski.
Elas faziam parte das cerca de
1.500 famílias que ocupavam um
terreno particular nas proximidades,
e foram retiradas de lá, em
cumprimento a ordem de reintegração
de posse. A determinação para
desocupar o terreno havia sido expedida
em 15 de setembro pela
Justiça. Na época, foram dados cinco
dias para que as famílias deixassem
voluntariamente o local,
mas como a ordem não foi acatada,
a Justiça determinou que a polícia
fosse ao local garantir a desocupação.
Já a reintegração da calçada foi
solicitada pela prefeitura e determinada,
pela primeira vez, pela
Justiça no final do ano passado.
Os manifestantes recusaram a
proposta e a Secretaria da Segurança
intensificou a negociação
para a saída pacífica. |