O Batalhão de Polícia Rodoviária
(BPRv) está intensificando
a fiscalização nas estradas estaduais
da região Oeste. São patrulhamentos
de rotina em rodovias
principais e também nas vicinais,
que muitas vezes são preferidas
por contrabandistas de
armas e traficantes de drogas.
“Estamos numa região fronteiriça
e atuamos em algumas das
principais vias de entrada do
Estado”, explica o tenente Éldison
Martins do Prado, comandante
do 2.º Pelotão, da 3.ª Companhia
de Polícia do BPRV, localizada
em Iporã.
Desde que a Justiça determinou
que a Polícia Rodoviária Federal
voltasse a fiscalizar as rodovias
federais, o BPRV aumentou
o número de policiais nas estradas
estaduais. “Temos um trabalho
bem abrangente, observamos
a documentação dos veículos,
dos condutores, o interior
dos automóveis, verificamos se
existe algum indício de tráfico e
se os veículos são legalizados”,
enumera o comandante.De acordo com o policial, algumas
estradas da região, como
a PR-323, são escolhidas por ladrões
de veículos. “Somente neste
ano, mais de 20 automóveis,
de diversos pontos do País, foram
recuperados pela nossa unidade”,
diz.
Os policiais do BPRv são especializados
em detectar se um
veículo é roubado ou se uma Carteira
Nacional de habilitação
(CNH) é falsificada.
Além de cumprir seu papel diariamente,
a unidade local do
BPRv atua em parceria com outros
órgãos de segurança pública
como a Receita Federal, a
Polícia Federal, a Polícia Rodoviária
Federal e a própria Força
Alfa, lançada recentemente em
Guaíra.
AGROTÓXICO - Uma das
grandes apreensões na região
Oeste ocorreu domingo (9), no
fim da tarde, na PR-323, próximo
ao trevo de Alto Piquiri, por
policiais militares do 2.º Pelotão,
da 3.ª Companhia de Polícia do
BPRv, que realizavam fiscalização
de rotina. O motorista Eraldo
João de Lima, 45 anos, dirigia
uma carreta bitrem carregada
com farelo de soja.
“Quando abrimos a carga encontramos,
embaixo do produto,
um tonelada de agrotóxico contrabandeado
da China”, conta o
tenente Prado. De acordo com o
oficial, o motorista informou que
o caminhão foi carregado na cidade
de Terra Roxa, no Paraná,
e a carga seria levada a Goiás.
“O condutor disse que receberia
R$ 3 mil para entregar o veneno
ao destino. Além disso,
conforme cotação de uma loja local,
a carga renderia cerca de R$
700 mil”, explica Prado. O motorista
foi encaminhado à Polícia
Feral de Guaíra, porque o agrotóxico
vinha de outro país.
“O agrotóxico tem sua venda
controlada, por isso não é possível
mensurar o mal que faria a
quem tivesse contato com ele.
Em se tratando de defensivos
agrícolas, esta foi a maior apreensão
feita pela nossa unidade,
neste ano”, afirma o tenente. |